quinta-feira, 15 de abril de 2010
Da tempestade à calmaria
Depois de temerosos dias de tempestade, o pirata havia chegado a seu destino. Perdera a conta das tantas vezes que aquela ilha servira como refúgio para sua alma, ou como um conforto para as preocupações e memórias de amores incertos que o fizeram perder noites de sono. Deixou o navio na costa, seguiu carregando uma gaita e uma garrafa de rum, acompanhado de dois marujos. Foi cambaleando pelo areal e, em seguida, atingiu as ruas da cidade. Não se incomodava com os olhares de desprezo dos estranhos, pelo contrário, ria deles, afinal, era o capitão Joe, temido e idolatrado. Viu, à distância, sua tripulação o esperando próximo à Casa, apressou o passo até que finalmente pode se juntar a eles. Não fora diferente das outras vezes, misturou-se aos outros e, em questão de segundos, já havia deixado os males que carregava consigo de lado. E cantaram, e dançaram, e caíram de rir... Seus corações ardendo e suas almas independentes de qualquer submissão. Chegou então a hora de partir, o momento de deixar a ilha. Capitão Joe e seus dois companheiros voltaram ao barco e cruzaram novamente o oceano, que agora não estava tão claro e nem parecia tão perigoso. À porta do apartamento, Joe tirou a chave do bolso e despediu-se dos vizinhos. Subiu as escadarias, desligou a televisão e deixou a chave do carro ao lado do computador. Vestiu o pijama e foi se deitar, já era madrugada da segunda-feira. Antes de cair em sono profundo, fitou um portarretrato posto em sua estante, onde estava sorridente junto aos seus amigos e, logo embaixo, estava escrito “Sem uma tripulação, não há como navegar”.
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tu é meu orgulho, sabia? :)
ResponderExcluirMima
melhorou bastante, hein?
ResponderExcluirai tu vai dizer que foi tu que escreveu isso?
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkkkk
/amanda
Porra...muito bom! Tem alma original.
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